sábado, 2 de agosto de 2008

Exposição Star Wars (Brasil)

Exposição Oficial SW

Levei uma hora e meia de busão Sarja-Sampa, mais 10 minutos de metrô - uma paradinha para o almoço - e outros tantos segundos infindáveis de táxi. Até chegar (finalmente) ao “evento”. Na porta dele, um vigilante Stormtrooper apontava seu blaster contra os visitantes, "armados" de celulares e máquinas fotográficas - a multidão assistia a (insólita) cena com absoluta curiosidade, também pudera, não é sempre que vemos um “soldado de elite” do "Império" na entrada do Ibirapuera. Essa calorosa recepção apenas se fazia como (ligeira) solenidade - a aventura em si começava da porta pra dentro, liberando o pobre “soldado” para ir ao banheiro (sério!). Mesmo fervendo num sábado gostoso e propício para passeios, a fila do ingresso andava fácil-fácil, encurtando a expectativa dos redundantes amantes de Star Wars, ávidos em desfrutar da "Exposição Oficial Brasil", uma mostra muito esperada, com a promessa de centenas de itens originais, e outras tantas curiosidades que fizeram (uma parte) da importante história deste grande-apaixonante "clássico" da Sétima Arte^^


30 pilas na bilheteria parecia salgado. Até porque, de cara uma lojinha de bugigangas já fazia o bolso de qualquer fã coçar de curiosidade consumista. Passei batido para não ter que perder os rendimentos de dois anos e meio, melhor nem entrar num lugar desses, concluí (muito) precavido. Ao lado, um telão apresentava a presente empreitada pros brasileiros, com música tema de John Willians e caracteres estilo abertura de Guerra nas Estrelas - tudo para entrarmos no clima. Caso a taquicardia permanecesse baixa, uma surpresa elevava os batimentos cardíacos dos transeuntes de segundo nível, R2-D2 postava-se a frente, na cabeceira da Jedi Starfighter utilizada por Anakin Skywalker no “Episódio III”. O símbolo de uma geração de Jedimaníacos fazia as honras da casa, apropriadamente, afinal de contas, quem não adora o simpático R2, ein? Partindo dele, prosseguia um corredor recheado de ilustrações e informativos sobre o universo criado por George Lucas em 1977. Imediatamente, era possível notar os traços característicos de Ralph McQuarrie, o principal ilustrador da antiga trilogia (e de Doug Chiang, assumindo posteriormente o cargo nas respectivas películas contemporâneas). Haja coração!



Bifurcados nesta muvuca, grupos de admiradores - devidamente fantasiados - cruzavam os salões, espaçosos e comportando (bem) a quantidade imensa - só que controlada - de pedestres. Caminhando alguns metros, o primeiro salão (de muitos) se abria para mostrar o grosso das peças trazidas pela Lucasfilm. Antes de notarmos (emocionados) qualquer uma delas, uma pequena frustração se evidenciava (como alertado pelos que fizeram este - mesmíssimo - percurso anteriormente), a baixa iluminação do local - e os vidros protetores reflexivos - quase impossibilitava tirar fotos descentes e nítidas de tudo. Um pecado. Isso sem contar a falta de pilhas novas na "máquina digital" emprestada, uma desgraça corrigida pela venda das mesmas na lojinha mais próxima - já citada acima (algo me diz que os organizadores faturaram muito com esta “sacada”, duvido ter sido o único a ter tido esse tipo de problema emergencial). Se conseguir uma foto que mostrasse as figuras (em meio ao breu) sem estragar a imagem (borrada pelas fortes luzes de neon) constituía-se em um desafio somente sanado pelos dotados da Força, as andanças entre os pedestais brindados compensavam tamanho infortúnio. Rapidamente, eu acrescentaria. A questão - portanto - era aproveitar e (tentar) não perder nenhum destes inúmeros mimos. Imperdíveis, sobretudo, para aqueles que já gostam do assunto.



O público parecia enfeitiçado, perdido alegremente no meio de tantos bonecos, vídeos e desenhos estampados. Tudo parecia pedir nossa atenção, limitada e incapaz de dar atenção a tudo, simultaneamente, como gostaríamos. Dava (até) para se perder indo depressa demais. Cuidadosamente, correndo cada milímetro de chão, fui sendo arrastado para os bastidores da comentada Space opera, vendo maquetes, naves, alienígenas e figuras super conhecidas. Chewbacca estava lá, ao lado de Han. Inseparáveis, de fato. Pequeninos Droids da Federação eram rodeados por crianças de idades variadas. Um Clone Trooper era admirado por uma inocente menininha: “Que robozinho bunitinho” ela dizia, para gargalhada dos pais - e ouvintes atentos. Em tamanho natural, alguns veículos se espalhavam pelos becos, implorando para invadirmos o - lacrado - recinto (desativarmos o sistema de segurança) e sentarmos nestes cockpits tentadores e proibidos. Outros motivos para pequenos delitos eram as inúmeras TIE Fighters e X-Wings (na verdade em seus modelos diferentes, como a TIE Bomber), lindas de morrer e infinitamente melhores do que as cópias de brinquedo que meus amigos de infância guardavam a sete chaves - sem me deixar tocá-los, apenas admirá-los de longe. Imaginem então, o desespero que era ver a Millenium Falcon, lá paradinha, a poucos centímetros de nerds pasmados com a complexidade de suas linhas/detalhes. Alguns deles ofereceriam órgãos vitais em troca dela, pra babarem novamente no conforto de casa, eternamente. Ou (no mínimo) trocariam braços e pernas pelo conjunto AT-AT + Star Destroyer, carregando - sozinhos - uma carga imensa de saudosismo em seus estandes particulares.




Nos manequins, notadamente, dezenas de (belíssimas) roupas da rainha/senadora Amídala espalhavam-se pelos lados opostos de uma longa parede, antes disso, um singelo figurino da Princesa Léia contrastava com a fartura (absurda) de vestimentas criadas para sua “mãe” nos filmes recentes da saga. Nesse âmbito, a cada quadro, monitores mostravam seqüências referenciais e painéis ilustrativos - despejando incontáveis “desenhos conceituais”, para delírio dos fanáticos por livros estilo “Art of Episode I”. Juntavam-se aos uniformes principais, outros tantos secundários, como o famoso “piloto rebelde” e ademais tipos de Troopers. Contudo, dentre eles, indubitavelmente, destacava-se bastante a - fenomenal - armadura Mandaloriana de Boba Fett - imponente em sua posição de Bounty Hunter - extremamente cool. Perdendo apenas para o brilho emanado por C3-P0, tão querido quanto sua pequena “contraparte” astromecânica. Colocado despojadamente ao lado do parceiro - e quase soltando falas como “Oh my...”, Threepio era extremamente assediado - com justiça - pelos marmanjos (aka babões), além de fazer a alegria da criançada...




Indo para a saída, uma fila enorme se formava para as aulas Jedi, exclusivas para jovens/guris Padawans (druga...), conduzindo os frustrados aspirantes do Templo para a masmorra secreta e detentora de Darth Vader - requisitadíssimo pelos fotógrafos e seguidores do Lado Negro. Engraçado que, cruzando o salão, na outra ponta, um Yoda holográfico parecia contrapor o maligno Lord. Aparecendo para nosotros com a fantasmagórica forma espírita vista no final de “Retorno de Jedi”. Entre eles, no meio do galpão, um arsenal de armas (e sabres!) parecia pedir por uns tiroteios temáticos de Paint Ball, com as bases marcadas pelos representantes do Bem X Mal. Antes de deixar o prédio, óbvio, era obrigatório (re)repassar e olhar - novamente - cada elemento deixado pra trás, quem sabe para sempre. Ok. Faltaram algumas coisas (cadê a Estrela da Morte???), todavia, a experiência fora única, acredito, para cada um dos agraciados fãs que estiveram andando pela - inusitada - Bienal. Ver de perto estes caríssimos utensílios, conhecidos das grandes telas e importantíssimos na consolidação de Star Wars no seio da cultura mundial, valeu tanto quanto uma sessão única destes longas, os mesmos, absolvendo cinéfilos para dentro da tal “galáxia muito, muito distante” - que (momentaneamente) ficou pertinho (realmente pertinho) dos gratos participantes deste fascinante "museu" cinematográfico.

Que a Força esteja com vocês, caríssimos leitos... Hoje e sempre!!!

2 comentários:

mongeebr disse...

Grande Carlão.

Está espetacular esse material. Eu coloquei uma resposta lá no Orkut, mas não custa nada deixar meus votos de parabéns aqui no seu blog. Estou doido para ver o novo site do Claquete, mal posso esperar pela novidade. Fortíssimo abraço do Fred.

Wellybh disse...

Maluco! Essa toca tem foto e assunto maluco... as vezes eu me confundo: o claquete também é maluco... ah, quem tá escrevendo é a mesma pessoa! vix... [ou não...] fato é que está maluco.

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